Rodrigo Gerhardt, gerente de Vida Silvestre da Proteção Animal Mundial, e por Luís Paulo Ferraz, secretário-executivo da Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), responsável pela gestão do parque.
Luiz Thiago de Jesus/AMLD
O Parque Ecológico Mico-Leão-Dourado tornou-se o primeiro destino terrestre do mundo a ser designado como Área de Patrimônio da Vida Selvagem (Wildlife Heritage Area).
O selo foi anunciado no último sábado (1°) na sede da ONG, em Silva Jardim, na Região Metropolitana do Rio, durante as celebrações pelo Dia Internacional do Mico-Leão-Dourado, comemorado em 2 de agosto.
Mais de 400 pessoas, que participaram da edição do “Um Dia no Parque”, no Parque do Mico, acompanharam a cerimônia. No local também se encontravam representantes de diversas instituições.
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Agora no g1
O anúncio foi conduzido por Rodrigo Gerhardt, gerente de Vida Silvestre da Proteção Animal Mundial, e por Luís Paulo Ferraz, secretário-executivo da Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), responsável pela gestão do parque.
Um selo para o turismo responsável
No Parque Ecológico Mico-Leão-Dourado o público pode conhecer de perto essa espécie, nativa do estado do Rio de Janeiro
Luiz Thiago de Jesus/AMLD
A iniciativa das Áreas de Patrimônio da Vida Selvagem foi desenvolvida pela Proteção Animal Mundial e pela Aliança Mundial de Cetáceos, com o objetivo de reconhecer destinos que praticam turismo de observação de fauna de forma responsável, sem explorar ou colocar em risco os animais.
“Esse programa é uma forma de trazer alternativas, de promover turismo que tenha uma experiência rica, importante, com determinada espécie, mas livre de crueldade, livre de exploração animal,” diz Gerhardt.
Segundo ele, o programa já reconhece territórios ao redor do mundo onde a proteção da fauna silvestre, o bem-estar animal e o turismo responsável caminham lado a lado, contribuindo hoje para a conservação de mais de 40 espécies — cerca de 14 delas classificadas como ameaçadas pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
“A maioria das áreas que já receberam a designação foram marinhas. Mas para áreas terrestres, essa é a primeira designação que o Wildlife Heritage Areas proporciona”, diz Gerhart.
Para ele, o primeiro reconhecimento de uma região terrestre do mundo demonstra que esse modelo também pode fortalecer a conservação de biomas e ecossistemas inteiros, e não apenas de espécies isoladas.
Outros 12 locais estão, neste momento, em processo de avaliação para receber a designação.
Um trabalho que cresce desde 2019
Criado em 2019, o Parque Ecológico Mico-Leão-Dourado nasceu com a proposta de unir turismo ecológico e conservação, permitindo que o público conheça de perto essa espécie simbólica, nativa do estado do Rio de Janeiro, e a região de Mata Atlântica de baixada onde ela vive.
Ao longo dos anos, essa missão se fortaleceu com o crescimento das atividades do parque — dos visitantes espontâneos recebidos ao longo da semana a eventos temáticos como o recém-criado Olhares da Mata.
Para Luís Paulo Ferraz, o novo título é um reconhecimento ao trabalho de observação de fauna com viés educativo e de engajamento social realizado pelo parque, sempre com os cuidados necessários para garantir o bem-estar animal e evitar qualquer risco à biodiversidade local.
“O Parque do Mico é um espaço de lazer associado a uma história de conservação, que permite ao público conhecer e vivenciar um pouco do ambiente da Mata Atlântica e da vida da fauna que habita nossas florestas”, destaca Ferraz.
A designação também prestigia a história de conservação do mico-leão-dourado — espécie que cuja sobrevivência foi posta em risco pela perda de habitat e pelo tráfico de animais silvestres — e chega em um momento importante para o Parque do Mico. Ela tem o potencial de ampliar o interesse do público brasileiro e internacional em conhecer a área e, consequentemente, de auxiliar na preservação de um dos primatas mais icônicos e ameaçados do Brasil.
Luiz Thiago de Jesus/AMLD
O Parque Ecológico Mico-Leão-Dourado tornou-se o primeiro destino terrestre do mundo a ser designado como Área de Patrimônio da Vida Selvagem (Wildlife Heritage Area).
O selo foi anunciado no último sábado (1°) na sede da ONG, em Silva Jardim, na Região Metropolitana do Rio, durante as celebrações pelo Dia Internacional do Mico-Leão-Dourado, comemorado em 2 de agosto.
Mais de 400 pessoas, que participaram da edição do “Um Dia no Parque”, no Parque do Mico, acompanharam a cerimônia. No local também se encontravam representantes de diversas instituições.
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O anúncio foi conduzido por Rodrigo Gerhardt, gerente de Vida Silvestre da Proteção Animal Mundial, e por Luís Paulo Ferraz, secretário-executivo da Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), responsável pela gestão do parque.
Um selo para o turismo responsável
No Parque Ecológico Mico-Leão-Dourado o público pode conhecer de perto essa espécie, nativa do estado do Rio de Janeiro
Luiz Thiago de Jesus/AMLD
A iniciativa das Áreas de Patrimônio da Vida Selvagem foi desenvolvida pela Proteção Animal Mundial e pela Aliança Mundial de Cetáceos, com o objetivo de reconhecer destinos que praticam turismo de observação de fauna de forma responsável, sem explorar ou colocar em risco os animais.
“Esse programa é uma forma de trazer alternativas, de promover turismo que tenha uma experiência rica, importante, com determinada espécie, mas livre de crueldade, livre de exploração animal,” diz Gerhardt.
Segundo ele, o programa já reconhece territórios ao redor do mundo onde a proteção da fauna silvestre, o bem-estar animal e o turismo responsável caminham lado a lado, contribuindo hoje para a conservação de mais de 40 espécies — cerca de 14 delas classificadas como ameaçadas pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
“A maioria das áreas que já receberam a designação foram marinhas. Mas para áreas terrestres, essa é a primeira designação que o Wildlife Heritage Areas proporciona”, diz Gerhart.
Para ele, o primeiro reconhecimento de uma região terrestre do mundo demonstra que esse modelo também pode fortalecer a conservação de biomas e ecossistemas inteiros, e não apenas de espécies isoladas.
Outros 12 locais estão, neste momento, em processo de avaliação para receber a designação.
Um trabalho que cresce desde 2019
Criado em 2019, o Parque Ecológico Mico-Leão-Dourado nasceu com a proposta de unir turismo ecológico e conservação, permitindo que o público conheça de perto essa espécie simbólica, nativa do estado do Rio de Janeiro, e a região de Mata Atlântica de baixada onde ela vive.
Ao longo dos anos, essa missão se fortaleceu com o crescimento das atividades do parque — dos visitantes espontâneos recebidos ao longo da semana a eventos temáticos como o recém-criado Olhares da Mata.
Para Luís Paulo Ferraz, o novo título é um reconhecimento ao trabalho de observação de fauna com viés educativo e de engajamento social realizado pelo parque, sempre com os cuidados necessários para garantir o bem-estar animal e evitar qualquer risco à biodiversidade local.
“O Parque do Mico é um espaço de lazer associado a uma história de conservação, que permite ao público conhecer e vivenciar um pouco do ambiente da Mata Atlântica e da vida da fauna que habita nossas florestas”, destaca Ferraz.
A designação também prestigia a história de conservação do mico-leão-dourado — espécie que cuja sobrevivência foi posta em risco pela perda de habitat e pelo tráfico de animais silvestres — e chega em um momento importante para o Parque do Mico. Ela tem o potencial de ampliar o interesse do público brasileiro e internacional em conhecer a área e, consequentemente, de auxiliar na preservação de um dos primatas mais icônicos e ameaçados do Brasil.
