Executivos de YouTube, Snapchat e TikTok foram interrogados por senadores americanos
Richard Drew/AP Foto
Um homem de Illinois foi condenado na terça-feira (21) a mais de seis anos de prisão após admitir ter invadido contas do Snapchat de centenas de mulheres para roubar fotos de nudez total ou parcial, que guardava, vendia ou trocava na internet.
Kyle Svara, de 27 anos, foi condenado a 76 meses de prisão pelo juiz federal Brian Murphy, em Boston, após se declarar culpado das acusações relacionadas a um processo anterior contra um ex-treinador de atletismo da Northeastern University, que o pagou para invadir contas de atletas universitárias e de outras mulheres.
A sentença foi confirmada por um porta-voz da procuradora federal Leah Foley, responsável pelo processo contra Svara.
O advogado de Svara não respondeu aos pedidos de comentário. Em documentos judiciais, a defesa afirmou que ele sente “profundo remorso e vergonha por suas ações”. Segundo os advogados, os crimes ocorreram durante um período de isolamento, quando ele era estudante da Universidade de Illinois, durante o lockdown da Covid-19.
Agora no g1
Segundo os promotores, entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, Svara usou números de telefone anônimos obtidos pela internet para enviar mensagens de texto a mais de 1.500 mulheres, fingindo integrar a equipe de suporte do Snapchat, plataforma operada pela Snap.
Centenas de vítimas responderam às mensagens de phishing enviadas por Svara com códigos de segurança que lhe permitiram acessar suas contas do Snapchat. Segundo os promotores, ele conseguiu invadir as contas de pelo menos 517 mulheres.
O esquema permitiu que ele acessasse fotos de nudez total ou parcial armazenadas nas contas de pelo menos 59 mulheres, segundo os promotores.
Além de guardar as fotos para si, Svara anunciava seus serviços de invasão de contas na internet. Segundo os promotores, ele recebeu US$ 50 do ex-técnico da Northeastern University Steve Waithe para invadir contas de mulheres, incluindo ex-atletas que havia treinado, e roubar imagens delas.
Waithe foi condenado em 2024 a cinco anos de prisão por enganar jovens mulheres para que lhe enviassem fotos íntimas ou para roubar essas imagens. Segundo os promotores, ele fez ao menos 56 vítimas em todo o país.
Svara se declarou culpado em fevereiro das acusações de fraude informática e roubo de identidade agravado. Ele também admitiu ter feito uma declaração falsa às autoridades ao afirmar que não tinha interesse em pornografia infantil. Investigadores encontraram esse tipo de material em suas contas online.
Teve um nude vazado? Prática é crime; saiba o que fazer
Teve fotos íntimas vazadas? Saiba como reunir provas, denunciar e pedir a remoção do conteúdo
O caso ocorreu nos Estados Unidos, mas situações semelhantes também são punidas no Brasil. A divulgação de fotos íntimas sem consentimento é crime e pode resultar em prisão e indenização às vítimas.
Como mandar nudes de forma segura
Gabriel Wesley Marques Santos / arte g1
É possível deletar 100% das imagens da internet?
Não são todas as plataformas da internet que são capazes de deletar o conteúdo ou têm ferramentas para isso. Como o g1 mostrou, quando o caso está na Justiça, há a solicitação para que as redes sociais removam o conteúdo, mas a vítima também pode fazer o pedido sozinha:
Google: a requisição pode ser feita preenchendo esse formulário. Caso a vítima seja menor, o site exige que um representante legal inicie a requisição de retirada das imagens e que explique como tem autoridade para agir no nome dela.
Twitter: solicite a remoção nesse formulário.
A delegacia da mulher está mais preparada para receber a vítima emocionalmente, pois, normalmente, tem um contingente feminino, mas as denúncias para iniciar as investigações podem ser feitas em qualquer delegacia.
Veja como denunciar exposição de nudes
Gabriel Wesley Marques Santos / arte g1
*Com informações da agência de notícias Reuters
Richard Drew/AP Foto
Um homem de Illinois foi condenado na terça-feira (21) a mais de seis anos de prisão após admitir ter invadido contas do Snapchat de centenas de mulheres para roubar fotos de nudez total ou parcial, que guardava, vendia ou trocava na internet.
Kyle Svara, de 27 anos, foi condenado a 76 meses de prisão pelo juiz federal Brian Murphy, em Boston, após se declarar culpado das acusações relacionadas a um processo anterior contra um ex-treinador de atletismo da Northeastern University, que o pagou para invadir contas de atletas universitárias e de outras mulheres.
A sentença foi confirmada por um porta-voz da procuradora federal Leah Foley, responsável pelo processo contra Svara.
O advogado de Svara não respondeu aos pedidos de comentário. Em documentos judiciais, a defesa afirmou que ele sente “profundo remorso e vergonha por suas ações”. Segundo os advogados, os crimes ocorreram durante um período de isolamento, quando ele era estudante da Universidade de Illinois, durante o lockdown da Covid-19.
Agora no g1
Segundo os promotores, entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, Svara usou números de telefone anônimos obtidos pela internet para enviar mensagens de texto a mais de 1.500 mulheres, fingindo integrar a equipe de suporte do Snapchat, plataforma operada pela Snap.
Centenas de vítimas responderam às mensagens de phishing enviadas por Svara com códigos de segurança que lhe permitiram acessar suas contas do Snapchat. Segundo os promotores, ele conseguiu invadir as contas de pelo menos 517 mulheres.
O esquema permitiu que ele acessasse fotos de nudez total ou parcial armazenadas nas contas de pelo menos 59 mulheres, segundo os promotores.
Além de guardar as fotos para si, Svara anunciava seus serviços de invasão de contas na internet. Segundo os promotores, ele recebeu US$ 50 do ex-técnico da Northeastern University Steve Waithe para invadir contas de mulheres, incluindo ex-atletas que havia treinado, e roubar imagens delas.
Waithe foi condenado em 2024 a cinco anos de prisão por enganar jovens mulheres para que lhe enviassem fotos íntimas ou para roubar essas imagens. Segundo os promotores, ele fez ao menos 56 vítimas em todo o país.
Svara se declarou culpado em fevereiro das acusações de fraude informática e roubo de identidade agravado. Ele também admitiu ter feito uma declaração falsa às autoridades ao afirmar que não tinha interesse em pornografia infantil. Investigadores encontraram esse tipo de material em suas contas online.
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O caso ocorreu nos Estados Unidos, mas situações semelhantes também são punidas no Brasil. A divulgação de fotos íntimas sem consentimento é crime e pode resultar em prisão e indenização às vítimas.
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Gabriel Wesley Marques Santos / arte g1
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Não são todas as plataformas da internet que são capazes de deletar o conteúdo ou têm ferramentas para isso. Como o g1 mostrou, quando o caso está na Justiça, há a solicitação para que as redes sociais removam o conteúdo, mas a vítima também pode fazer o pedido sozinha:
Google: a requisição pode ser feita preenchendo esse formulário. Caso a vítima seja menor, o site exige que um representante legal inicie a requisição de retirada das imagens e que explique como tem autoridade para agir no nome dela.
Twitter: solicite a remoção nesse formulário.
A delegacia da mulher está mais preparada para receber a vítima emocionalmente, pois, normalmente, tem um contingente feminino, mas as denúncias para iniciar as investigações podem ser feitas em qualquer delegacia.
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Gabriel Wesley Marques Santos / arte g1
*Com informações da agência de notícias Reuters
