A estreia de Sabrina Machado e Vivian Lima na Seleção Brasileira principal foi um dos motivos de comemoração para Gabi após a vitória por 3 sets a 0 sobre a Venezuela, na abertura do Sul-Americano Feminino de Vôlei 2026. A capitã celebrou a participação das duas jovens e também reconheceu a pressão que acompanha o Brasil na competição disputada no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Confira aqui resultados, classificação e próximos jogos do Sul-Americano.
— Fiquei muito feliz pela estreia das duas. Tenho certeza de que estavam muito nervosas. Agora, no terceiro set, a gente ficou de fora e eu perguntei para elas: “E o coração, como é que está?”. Está batendo até agora, tremendo e tudo mais — disse Gabi, em entrevista ao sportv.
Apesar do nervosismo natural de quem dava os primeiros passos com a Seleção principal, Gabi gostou da resposta das duas em quadra. Sabrina e Vivian foram utilizadas por José Roberto Guimarães durante a partida contra a Venezuela.
— Feliz de ver que elas entraram e, mesmo com o nervosismo, conseguiram contribuir ajudando a equipe. Sabrina também entrou fazendo um ace, sacando bem. Não é fácil entrar do banco.
Gabi: “Mereceram estar entre as 14”
Para a capitã, o desempenho das jovens reforçou a escolha da comissão técnica de incluí-las entre as 14 jogadoras que disputam o Sul-Americano.
— Não é à toa que elas mereceram estar entre as 14 selecionadas para jogar o Sul-Americano.
Gabi também destacou a importância da composição do elenco brasileiro, reunindo atletas mais experientes e jogadoras que começam a ganhar espaço na Seleção principal.
— A gente sabe que tem 14 jogadoras mais experientes, algumas estreando, mas que estão com o mesmo objetivo, com o mesmo foco, com a mesma energia. Isso vai ser um diferencial muito grande.
Na estreia, Zé Roberto utilizou todas as 14 inscritas. Gabi foi uma das atletas poupadas a partir do terceiro set, quando Julia Bergmann assumiu uma das posições na ponta. Para a capitã, a possibilidade de fazer mudanças sem uma queda significativa de rendimento será importante em uma competição curta e com jogos em sequência.
— Hoje se viu que rodou todo mundo e a gente conseguiu manter o nível. É claro que, em algum momento, tem alguns ajustes, porque não tem um entrosamento de todas com todas, mas fico feliz de ver todo mundo se entregando. É isso que a gente vai precisar para o Sul-Americano.
Brasil lida com pressão do favoritismo
Além de comemorar a estreia das jovens, Gabi não escondeu a condição da Seleção Brasileira na disputa pelo título. Para ela, assumir o favoritismo também significa saber lidar com a pressão ao longo da competição.
— Vai ser uma competição difícil. A gente tem uma pressão muito grande porque, no papel, somos os grandes favoritos nessa competição.
O Brasil volta à quadra nesta quarta-feira (9/9), contra o Peru, pela segunda rodada do Sul-Americano Feminino.
Brasil x Peru
Data: quarta-feira, 9 de setembro
Horário: 20h
Local: Maracanãzinho, Rio de Janeiro
Transmissão: sportv
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