sexta-feira, setembro 18, 2026 11:17

Cachopa revela impacto da pressão: “A gente sofreu bastante nos últimos meses”

O sorriso voltou a aparecer. Depois de uma sequência de resultados abaixo das expectativas, críticas e pressão sobre a Seleção Brasileira masculina, Cachopa vê o grupo recuperando aos poucos algo que considera fundamental: a alegria de jogar.

Após a vitória do Brasil sobre a Colômbia por 3 sets a 0, nesta quinta-feira, pelo Sul-Americano Masculino de Vôlei 2026, no Maracanãzinho, o levantador falou sobre o ambiente vivido pela equipe e reconheceu o peso dos últimos meses.

“A gente sofreu bastante nos últimos meses, mas acho que não é motivo para deixar de ter alegria em jogar.”

A declaração ganha dimensão pelo momento vivido pela Seleção Brasileira. Nos últimos anos, o time acumulou resultados que aumentaram a pressão sobre um grupo acostumado a entrar nas principais competições internacionais como candidato às primeiras posições.

Brasil foi mal nos principais torneios dos últimos anos

Em 2023, o Brasil perdeu o título do Sul-Americano para a Argentina. A derrota por 3 sets a 0, em Recife, encerrou uma hegemonia brasileira de 56 anos no continente. Foi apenas o segundo título argentino da história e o primeiro conquistado em uma edição com participação brasileira.

Nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, a Seleção caiu nas quartas de final e terminou na oitava colocação.

O Mundial de 2025 trouxe outro resultado marcante. Depois de duas vitórias e uma derrota na fase de grupos, o Brasil terminou em 17º lugar e ficou fora da fase eliminatória. Foi a pior colocação da Seleção em 19 participações na história da competição.

A sequência ganhou mais um capítulo na VNL 2026. O Brasil terminou a fase classificatória em nono lugar, com sete vitórias em 12 partidas, e ficou fora das Finais pela primeira vez desde a criação da Liga das Nações, em 2018.

Os resultados ampliaram a pressão e as críticas em torno da Seleção. Cachopa reconhece que esse cenário teve reflexos no ambiente e na confiança do grupo.

Cachopa lembra ambiente com jogadores sorrindo

Ao falar sobre o comportamento da equipe, Cachopa lembrou um período em que enxergava mais leveza dentro de quadra.

“Eu me lembro que, no ano passado, a VNL tinha um ambiente bacana. A gente olhava para o outro, estava todo mundo sorrindo, contente e feliz de estar desempenhando ali, de estar jogando do lado do outro. Isso eu acho que, em alguns momentos, faltou. Em vários momentos.”

Para o levantador, porém, essa característica começa a reaparecer na Seleção.

“Mas acho que, pouco a pouco, essa alegria está vindo para fora de novo. Agora, um pouco mais de pressão a gente tem. A gente sofreu bastante nos últimos meses, mas acho que não é motivo para deixar de ter alegria em jogar.”

Cachopa também destacou o significado de representar o Brasil e, neste momento, disputar diante da torcida uma competição que pode garantir ao país uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.

“Acho que não tem coisa mais bacana do que estar representando a Seleção, estar disputando o Sul-Americano em casa. Então, por que não jogar com alegria?”

Pressão mexe com a confiança

Questionado se a dificuldade para demonstrar essa leveza dentro de quadra passa também pela confiança dos jogadores, Cachopa concordou.

“Quando está pressionado, falta um pouco de confiança ali. Não vai ficar, eu acho, desfrutando o negócio como normalmente é, né?”

No Sul-Americano Masculino de 2026, o Brasil tenta transformar o torneio em um novo momento para a Seleção.

A equipe venceu Chile, Bolívia e Colômbia por 3 sets a 0 e, depois de três rodadas, segue invicta, com nove pontos e nenhum set perdido.

O Brasil ainda enfrenta a Venezuela antes de fechar sua participação diante da Argentina, justamente a seleção responsável pelo fim da hegemonia brasileira no Sul-Americano em 2023.

Além de recuperar o título continental, a Seleção busca uma recompensa ainda maior no Maracanãzinho: o campeão do Sul-Americano garante vaga direta nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.

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