Bianca Cugno tem apenas 23 anos, mas já assumiu o papel de protagonista de uma seleção argentina em processo de renovação. Com 1,92m, a ex-jogadora do Osasco é a maior pontuadora do Sul-Americano Feminino de Vôlei 2026, com impressionantes 87 pontos em três jogos, média de 29 por partida. Veja tabela, classificação e onde assistir ao Sul-Americano.
A oposta é a principal referência ofensiva das Panteras, que, assim como o Brasil, seguem invictas na competição. As duas seleções entram em quadra novamente neste sábado (12/9), antes do esperado encontro de domingo, ao meio-dia, no Maracanãzinho, que pode valer o título sul-americano e a vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.
O Brasil enfrenta o Chile no sábado, às 13h30. Mais tarde, às 16h30, a Argentina encara a Venezuela. Se as duas seleções confirmarem o favoritismo, chegarão invictas à última rodada para decidir o Sul-Americano no confronto direto. O campeão garante vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-28.
Cugno é a referência da nova Argentina
Cugno conhece muito bem o vôlei brasileiro. Na temporada passada, a oposta defendeu o Osasco, foi campeã da Copa Brasil e terminou a Superliga 2025/26 eleita a melhor oposta da competição. Apesar da pouca idade, já ocupa um papel de enorme importância técnica em uma seleção argentina que passa por renovação.
Os números neste Sul-Americano deixam isso evidente. Cugno marcou 32 pontos na vitória por 3 a 1 sobre o Peru, na estreia. Depois, anotou outros 31 na virada por 3 a 2 sobre a Colômbia e fez mais 24 diante do Chile.
São 87 pontos em três partidas e uma média de 29 por jogo. Cugno lidera com folga a lista de maiores pontuadoras do Sul-Americano.
O desempenho confirma exatamente o que a própria jogadora havia projetado em entrevista ao Web Vôlei depois da estreia. Cugno sabia que receberia grande parte das bolas nesta nova formação argentina.
“A seleção hoje é um time muito jovem, com muita projeção também. Eu sei que vou ser muito acionada, vou ter muita bola. Vou dar tudo pelo meu time. Gosto muito de jogar com elas”, disse Cugno ao Web Vôlei.
A argentina também falou sobre a experiência de disputar uma competição tão importante no Brasil e sobre a possibilidade de ter a torcida do outro lado.
“É legal jogar com a seleção aqui no Brasil, inclusive com toda a torcida contra a gente. Estou feliz. É um Sul-Americano que tem vaga para a primeira classificação olímpica, então é isso: seguir melhorando e pensar no próximo jogo.”
De Osasco ao protagonismo nas Panteras
A passagem pelo Osasco torna Cugno uma personagem ainda mais conhecida do público brasileiro. Na última temporada, a argentina conquistou a Copa Brasil e terminou a final diante do Minas como maior pontuadora, com 24 pontos. Na Superliga, consolidou-se entre as principais atacantes do país e foi escolhida como a melhor oposta da competição.
Agora, aos 23 anos, Cugno assumiu uma responsabilidade diferente. É a principal bola de segurança de uma Argentina jovem e uma das peças centrais do processo de renovação das Panteras.
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