O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante sessão no Knesset
Ronen Zvulun/Reuters
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quarta (9) que o país sofre “interferência estrangeira descarada” devido à proximidade das eleições gerais no país, em outubro.
Por meio de uma nota assinada por seu partido, o Likud, e publicada em suas redes sociais, o premiê negou ter recebido e ignorado alertas sobre os ataques terroristas do Hamas em 2023.
Vários líderes da oposição israelense chamaram o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de inapto após vir a público uma investigação segundo a qual o governo dos Emirados Árabes Unidos o alertou sobre o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
O jornal “Haaretz” revela, com a publicação de alguns trechos de um livro escrito por dois de seus repórteres, que o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, falou diretamente com Netanyahu quase 10 dias antes do ataque do Hamas a partir de Gaza e o advertiu que o movimento islamista estava preparando uma grande operação.
Agora no g1
“Descobriu-se que quem está por trás da notícia falsa do jornal ‘Haaretz’ é o alto funcionário palestino Muhammad Dahlan, que reside nos Emirados Árabes Unidos’, diz a nota do Likud. ‘Dahlan formou uma lista conjunta com o Hamas para as eleições na Autoridade Palestina. Ele está interessado em derrubar o governo de direita liderado por Netanyahu porque sonha em tomar o controle da Faixa de Gaza’, acusa o texto.
O jornal afirma que o premiê israelense, que está em campanha para as eleições legislativas de 27 de outubro, “não fez nada”.
Questionado sobre a publicação, o gabinete do primeiro-ministro afirmou que as alegações do Haaretz são “puras mentiras” e negou que Netanyahu tenha conversado naquela ocasião com o presidente dos Emirados.
“As informações publicadas pela imprensa são falsas. O primeiro-ministro não recebeu nenhuma advertência dos Emirados Árabes Unidos antes de 7 de outubro”, afirmou, em nota. No entanto, acrescentou que é possível que os dois países tenham trocado mensagens através de canais de Inteligência.
O Ministério das Relações Exteriores emiradense declarou, por sua vez, que não tem “nenhum comentário” acerca das informações publicadas pela imprensa.
Após as revelações, Gadi Eisenkot, um ex-comandante militar que atualmente é um dos grandes rivais de Netanyahu, acusou o chefe de governo de fugir de suas responsabilidades e recorrer a desculpas “patéticas”, como dizer que não o acordaram cedo o suficiente na manhã do ataque.
“Netanyahu recebeu dezenas de avisos antes de 7 de outubro e ignorou todos. Ele é inapto”, escreveu Eisenkot na rede social X.
Naftali Bennett, ex-premiê e também candidato, disse que Netanyahu “tem uma responsabilidade pessoal e direta” pelas 1.221 mortes daquele dia, o mais violento da história do Estado de Israel.
“Netanyahu não pode seguir no cargo nem por mais um minuto”, acrescentou Bennett.
O líder do partido Democratas, Yair Golan, também se uniu às críticas e publicou uma mensagem virulenta nas redes sociais. “Netanyahu, você colocou Israel em perigo, você nos levou à catástrofe (…) As histórias de ‘ninguém me acordou’ acabaram. Você sabia, você ignorou, você falhou, a culpa é sua”.
Palestinos assumem o controle de tanque israelense depois de cruzar a fronteira de Israel com Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, em 7 de outubro de 2023.
Said Khatib/AFP
Um ‘terremoto’
O “Haaretz” afirma que o então líder do Hamas em Gaza, Yahya Sinwar, posteriormente assassinado por Israel, havia informado a um dirigente palestino que seus homens estavam preparando “uma tremenda operação”, que seria como um “terremoto”.
O dirigente palestino transmitiu a mensagem a um assessor emiradense, que por sua vez a levou ao conhecimento do presidente Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Este decidiu ligar diretamente para Netanyahu e informá-lo sobre a situação, segundo o Haaretz.
O jornal, que cita em sua maioria fontes anônimas, acrescenta que Netanyahu respondeu com calma ao aviso.
Menino palestino procura itens que possam ser reaproveitados em um lixão na área do Mercado Firas, na Cidade de Gaza, em 11 de fevereiro de 2026
Majdi Fathi/NurPhoto/Reuters
Além de matar civis, policiais e militares, os terroristas do Hamas sequestraram 251 pessoas em território israelense em 7 de outubro de 2023, que foram posteriormente levadas para Gaza. Entre elas havia 44 pessoas já mortas.
A resposta israelense em larga escala reduziu a maior parte da Faixa de Gaza a ruínas, provocou uma gigantesca crise humanitária e matou 73.658 pessoas, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, cujos números são considerados confiáveis por agências da ONU.
O órgão está sob autoridade do Hamas e seus números são considerados confiáveis pelas Nações Unidas.
Ronen Zvulun/Reuters
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quarta (9) que o país sofre “interferência estrangeira descarada” devido à proximidade das eleições gerais no país, em outubro.
Por meio de uma nota assinada por seu partido, o Likud, e publicada em suas redes sociais, o premiê negou ter recebido e ignorado alertas sobre os ataques terroristas do Hamas em 2023.
Vários líderes da oposição israelense chamaram o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de inapto após vir a público uma investigação segundo a qual o governo dos Emirados Árabes Unidos o alertou sobre o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
O jornal “Haaretz” revela, com a publicação de alguns trechos de um livro escrito por dois de seus repórteres, que o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, falou diretamente com Netanyahu quase 10 dias antes do ataque do Hamas a partir de Gaza e o advertiu que o movimento islamista estava preparando uma grande operação.
Agora no g1
“Descobriu-se que quem está por trás da notícia falsa do jornal ‘Haaretz’ é o alto funcionário palestino Muhammad Dahlan, que reside nos Emirados Árabes Unidos’, diz a nota do Likud. ‘Dahlan formou uma lista conjunta com o Hamas para as eleições na Autoridade Palestina. Ele está interessado em derrubar o governo de direita liderado por Netanyahu porque sonha em tomar o controle da Faixa de Gaza’, acusa o texto.
O jornal afirma que o premiê israelense, que está em campanha para as eleições legislativas de 27 de outubro, “não fez nada”.
Questionado sobre a publicação, o gabinete do primeiro-ministro afirmou que as alegações do Haaretz são “puras mentiras” e negou que Netanyahu tenha conversado naquela ocasião com o presidente dos Emirados.
“As informações publicadas pela imprensa são falsas. O primeiro-ministro não recebeu nenhuma advertência dos Emirados Árabes Unidos antes de 7 de outubro”, afirmou, em nota. No entanto, acrescentou que é possível que os dois países tenham trocado mensagens através de canais de Inteligência.
O Ministério das Relações Exteriores emiradense declarou, por sua vez, que não tem “nenhum comentário” acerca das informações publicadas pela imprensa.
Após as revelações, Gadi Eisenkot, um ex-comandante militar que atualmente é um dos grandes rivais de Netanyahu, acusou o chefe de governo de fugir de suas responsabilidades e recorrer a desculpas “patéticas”, como dizer que não o acordaram cedo o suficiente na manhã do ataque.
“Netanyahu recebeu dezenas de avisos antes de 7 de outubro e ignorou todos. Ele é inapto”, escreveu Eisenkot na rede social X.
Naftali Bennett, ex-premiê e também candidato, disse que Netanyahu “tem uma responsabilidade pessoal e direta” pelas 1.221 mortes daquele dia, o mais violento da história do Estado de Israel.
“Netanyahu não pode seguir no cargo nem por mais um minuto”, acrescentou Bennett.
O líder do partido Democratas, Yair Golan, também se uniu às críticas e publicou uma mensagem virulenta nas redes sociais. “Netanyahu, você colocou Israel em perigo, você nos levou à catástrofe (…) As histórias de ‘ninguém me acordou’ acabaram. Você sabia, você ignorou, você falhou, a culpa é sua”.
Palestinos assumem o controle de tanque israelense depois de cruzar a fronteira de Israel com Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, em 7 de outubro de 2023.
Said Khatib/AFP
Um ‘terremoto’
O “Haaretz” afirma que o então líder do Hamas em Gaza, Yahya Sinwar, posteriormente assassinado por Israel, havia informado a um dirigente palestino que seus homens estavam preparando “uma tremenda operação”, que seria como um “terremoto”.
O dirigente palestino transmitiu a mensagem a um assessor emiradense, que por sua vez a levou ao conhecimento do presidente Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Este decidiu ligar diretamente para Netanyahu e informá-lo sobre a situação, segundo o Haaretz.
O jornal, que cita em sua maioria fontes anônimas, acrescenta que Netanyahu respondeu com calma ao aviso.
Menino palestino procura itens que possam ser reaproveitados em um lixão na área do Mercado Firas, na Cidade de Gaza, em 11 de fevereiro de 2026
Majdi Fathi/NurPhoto/Reuters
Além de matar civis, policiais e militares, os terroristas do Hamas sequestraram 251 pessoas em território israelense em 7 de outubro de 2023, que foram posteriormente levadas para Gaza. Entre elas havia 44 pessoas já mortas.
A resposta israelense em larga escala reduziu a maior parte da Faixa de Gaza a ruínas, provocou uma gigantesca crise humanitária e matou 73.658 pessoas, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, cujos números são considerados confiáveis por agências da ONU.
O órgão está sob autoridade do Hamas e seus números são considerados confiáveis pelas Nações Unidas.
