segunda-feira, agosto 10, 2026 11:22

Argentina ajuda a reforçar a realidade do vôlei brasileiro

O fim de semana foi mais um choque de realidade para o vôlei brasileiro. Na base e no adulto, duas derrotas emblemáticas para a Argentina. E a comprovação de que o cenário preocupa em todas as idades.

Na Copa Pan-Americana masculina, a Seleção Brasileira B perdeu o título para a Argentina B. Poderia sequer ter chegado à decisão, já que a semifinal contra o Chile foi sofrida, com vitória apenas no tie-break.

Mais do que a derrota na final ou a dificuldade na semi, aspectos do jogo do Brasil me preocupam. Um deles é o saque. Ele está anos-luz de fazer diferença no cenário internacional. Na semifinal, apenas dois aces em cinco sets. Na decisão, também encerrada no tie-break, três pontos no fundamento. Somando os dois jogos, foram 32 erros no fundamento.

Em resumo: a Seleção não tem conseguido pressionar o adversário a partir do saque. Algo visto bastante na Liga das Nações, na pior campanha do país na história. Enquanto isso, os concorrentes do primeiro escalão possuem jogadores fazendo cinco, sete aces em partidas de três sets. A conta não fecha!

O diagnóstico do saque brasileiro não é novo. Bernardinho relatava tal preocupação assim que reassumiu o comando da Seleção, antes da Olimpíada de Paris. De lá pra cá, parece que a situação só piorou.

BASE

Já no Mundial sub-17 feminino, o Brasil perdeu os três primeiros jogos. O terceiro, diante da Argentina, por impactantes 3 sets a 0, ficando perto de uma eliminação precoce. Aqui é preciso ter muito cuidado na forma de criticar, já que estamos falando de atletas de 13 a 16 anos. Ou seja: é hora de ensinar, formar e, aos poucos, lapidar. E saber que a completa exceção é ter uma Ana Cristina, com 16 anos, já fazendo diferença no adulto.

Nos jogos que vi, senti um excesso de comemorações acima do tom, muitas delas em momentos desnecessários. Um afronte logo nos primeiros pontos do set de abertura ou com o time perdendo por larga margem. Se isso foi um ensinamento, para mim está bem equivocado. Se não foi, precisa ser corrigido. Tentar entrar na cabeça da adversária faz parte do jogo. Mas existe hora certa para tal.

Ao observar alguns adversários do Mundial em ação e comparar com o Brasil, uma constatação. Nosso time é mais baixo e, por isso, sofre muito na virada de bola pelas extremidades. E, neste caso, dá pra dizer que foi uma opção da comissão técnica. Jogadoras mais altas foram cortadas durante a preparação.

Apenas uma escolha ruim? Ou uma crença desatualizada de que a “nossa técnica” pode igualar a força dos adversários como já aconteceu no passado? Independentemente das respostas, o sinal de alerta do vôlei brasileiro já mudou de cor para vermelho, o emergencial.

 

 

O post Argentina ajuda a reforçar a realidade do vôlei brasileiro apareceu primeiro em Web Vôlei.

Compartilhe essa notícia

Deixei seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2026 Todos os direitos reservados