quinta-feira, agosto 6, 2026 16:53

Dólar abre em queda após Copom reduzir juros ao menor patamar desde março de 2025

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (6) em queda, com um recuo de 0,24% perto das 9h, cotado a R$ 5,1160. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
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▶️ Investidores repercutem nesta quinta-feira a nova decisão e juros do Banco Central do Brasil (BC). Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu fazer o quarto corte seguido na taxa básica de juros nesta quarta, levando a Selic para 14% ao ano — menor patamar desde março de 2025.
▶️ No exterior, as negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguem no radar. Na véspera, Teerã afirmou que teria chegado a um acordo com Omã sobre a divisão e a administração do Estreito de Ormuz, importante rota marítima da região. Segundo o presidente americano, Donald Trump, um acordo pode sair nos próximos dias.
Em meio às incertezas, o petróleo tinha alta nesta quinta-feira. O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 1,06% por volta das 8h30, cotado a US$ 80,29. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 0,88%, a US$ 75,88 o barril.
▶️Na agenda econômica, investidores avaliam indicadores econômicos e balanços corporativos. Nos EUA, as atenções ficam voltadas para os dados de pedidos de seguro-desemprego e de produtividade. Já no Brasil, o foco fica com a balança comercial de julho e com a divulgação de resultados da Petrobras e de outras empresas.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +1,15%;
Acumulado do mês: +1,15%;
Acumulado do ano: -6,57%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: 0%;
Acumulado da semana: -0,15%;
Acumulado do mês: -0,15%;
Acumulado do ano: +10,30%.
Copom leva Selic ao menor patamar em mais de um ano
O Copom decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,25% para 14% ao ano. Este é o quarto corte consecutivo da taxa. A decisão foi unânime.
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No comunicado, o Copom afirmou que a decisão está alinhada ao objetivo de trazer a inflação de volta para perto da meta. Segundo o comitê, a medida também ajuda a reduzir oscilações na atividade econômica e a estimular a geração de empregos.
O Copom disse ainda que o cenário internacional continua incerto, em meio aos conflitos no Oriente Médio e às dúvidas sobre os próximos passos dos bancos centrais de países desenvolvidos. Para o comitê, esse ambiente exige cautela dos países emergentes.
O colegiado também reforçou que as próximas decisões sobre os juros dependerão da evolução da economia e do comportamento da inflação. Segundo o BC, o tamanho total dos ajustes na taxa básica será definido com base nos dados que forem divulgados daqui para frente, para garantir que a inflação volte à meta.
A decisão vem apenas uma semana após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ter decidido manter as taxas básicas americanas inalteradas na faixa de 3,50% a 3,75%, e já era esperada pelo mercado financeiro. A projeção é de que a Selic encerre o ano em 13,75% ao ano, o que pressupõe mais um corte na reunião de novembro.
Acordo entre EUA e Irã pode estar próximo
O Irã disse, nesta quarta-feira (5), que chegou a um acordo com o Omã sobre a divisão e administração do Estreito de Ormuz e a rota de passagem de navios. Segundo o ministério de Relações Exteriores do país, os negociadores das duas partes estão finalizando os detalhes da administração conjunta da passagem e do controle do tráfego de embarcações.
“As coordenadas geográficas da rota proposta pelos dois países já foram definidas. Se não houver interferência de terceiros, a declaração conjunta, que reunirá os principais pontos de consenso e as considerações acordadas, também está em fase final de revisão e redação”, disse o porta-voz Esmaeil Baqaei.
Baghaei acrescentou, porém, que um eventual acordo entre Irã e Omã não seria suficiente, por si só, para garantir a segurança na passagem marítima. O impasse segue ligado ao bloqueio americano a portos iranianos e à oposição dos Estados Unidos a pedágios ou autorizações iranianas.
A proposta prevê um novo arranjo para o trânsito de navios, diferente das rotas usadas antes da guerra. As embarcações vão entrar no Golfo Pérsico por uma rota sob controle iraniano para, depois, sair por uma passagem controlada por Omã.
O Omã também propôs um mecanismo regional de gestão conjunta, com contribuições voluntárias de empresas de navegação para cobrir segurança, proteção ambiental e serviços de resgate.
Na mesma fala, o chanceler também negou que o Irã tivesse sessões de negociação com os Estados Unidos. A fala contraria as declarações mais recentes do governo de Donald Trump, que na última terça-feira (4) disse que há avanços nas tratativas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, mas ainda não há acordo fechado.
Em meio às incertezas, o petróleo operava em alta nesta quinta-feira.
Bolsas globais
Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta quinta-feira, conforme preços mais altos do ouro impulsionaram ações relacionadas ao metal e compensaram a retração nos papéis do setor de tecnologia.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 0,2%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,6%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,5% e o Nikkei, do Japão, perdeu 0,93%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 4,58%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters

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