terça-feira, junho 30, 2026 17:34

Por que ataque hacker a fornecedor preocupa a Apple antes do lançamento do iPhone 18

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025
Reuters/Shannon Stapleton
Fotos do futuro iPhone 18 Pro, previsto para ser lançado em setembro, foram parar na dark web depois de um ataque hacker à Tata Electronics, fornecedora indiana da Apple. O material vazado inclui ainda uma lista confidencial de componentes e fornecedores da gigante americana.
As informações foram confirmadas por meio de documentos e de uma fonte da Reuters, uma semana após a Tata Electronics informar ter sido alvo de um incidente de cibersegurança. Mais de 200 mil arquivos foram vazados pelo grupo de ransomware World Leaks, segundo a agência de notícias.
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🔎 Ransomware é um tipo de ataque hacker que bloqueia dados de um sistema e exige um resgate para que eles sejam liberados. Em alguns casos, as informações são vazadas na dark web, área restrita da internet, disponível apenas por meio de programas específicos.
Nos novos documentos, pelo menos seis arquivos detalham vários componentes do iPhone 18 Pro para uma fornecedora da Apple. Eles incluem detalhes de chips na placa de circuito principal, bem como partes da bateria e das câmeras.
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Vários dos arquivos vazados têm marcas d’água com o aviso “confidencial” e nomes de código internos da Apple, consistentes com a geração do iPhone 18 Pro, segundo uma fonte da Reuters.
Na pasta com arquivos do iPhone 18 Pro, há fotografias dos celulares sendo submetidos a testes de queda em uma das fábricas da Tata, datadas do início de 2026.
As fotos mostram um aparelho convencional, cinza e com formato retangular, com um conjunto de três câmeras traseiras e o logotipo da Apple.
A Reuters não conseguiu identificar com certeza o número do modelo do telefone, mas a fonte disse que as fotos são de modelos do iPhone 18 Pro.
A Apple considera esse detalhe sensível e está preocupada com a divulgação dos documentos na dark web, já que se referem a modelos ainda não lançados, segundo uma fonte da Reuters.
O material detalha centenas de componentes presentes no próximo celular e mapeia fabricantes de peças, informação que a empresa não divulga em seu banco de dados público de fornecedores, disse a fonte.
Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025
Reuters/Ann Wang
Os registros também mostram onde a Apple adquire peças de vários fornecedores e onde depende de apenas alguns, expondo tanto seu poder de negociação quanto suas vulnerabilidades.
O material que já tinha sido analisado por pesquisadores contava com supostos projetos de peças de iPhones e da montadora Tesla, que também é cliente da Tata. Os arquivos reuniam ainda documentos da TSMC e da Qualcomm, que fabricam componentes usados em iPhones.
Vazamento segue em investigação
A Tata restringiu o acesso interno a sistemas sensíveis enquanto investiga o incidente e contratou uma consultoria global para realizar uma auditoria forense. A Apple investiga o assunto e trabalha com a fornecedora em medidas de longo prazo.
O incidente ameaça acordos da Apple com sua rede de fornecedores que fabricam peças do iPhone e a relação da empresa com a Tata Electronics, visto que os contratos costumam ter várias cláusulas de confidencialidade.
O vazamento pode contribuir ainda para que concorrentes, falsificadores e os próprios fornecedores da Apple tenham uma ampla visão de quem fabrica cada componente.
A exposição indevida dos dados acontece em um momento em que a Tata se consolida como uma das fornecedoras mais importantes da Apple fora da China, em uma iniciativa do primeiro-ministro indiano Narendra Modi de tornar o país em uma potência na fabricação de eletrônicos.
A entrada da Apple na Índia depende da Tata, sua mais nova montadora principal. A Índia está perto de produzir 26% dos iPhones do mundo em 2026, um aumento em relação aos 6% de quatro anos atrás, segundo a empresa de pesquisa Counterpoint.
A Apple também lida com o caso dias após aumentar os preços do iPad e do MacBook devido à alta dos custos de chips de memória e armazenamento. Analistas esperam que a empresa aumente os preços do iPhone nos próximos meses.

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